A história do windsurf olímpico

Publicado em 27/02/2018 00:00
A história do windsurf olímpico

 

A história do windsurf olímpico

 

Em 1984, windsurf tornou-se o esporte mais jovem em todos os tempos a ser incluído nas Olimpíadas. Desde então, a prancha a vela sempre fez parte das competições de vela dos jogos.

A nova classe de vela debutou nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984, somente com regata masculina.

A primeira prancha a vela olímpica foi a Windgleider, prancha de windsurfe One-design manufaturada na Europa por Fred Ostermann.

As Windgleider usavam velas de 6,5m², e as regras da classe não permitiam o uso de trapézio. A bolina pesava cerca de 4Kg e era levada nas costas durante as pernas de downwind.

 

 

A primeira regata olímpica de windsurf foi extremamente tática, 9 milhas náuticas de percurso vencidas por Stephan van den Berg da Holanda. Foi uma competição para o mais em forma do grupo.

Durante as Olimpíadas em 1984, também ocorreu um evento de exibição, com demonstrações de Windsurf One Design em slalom, freestyle e longa distância.

4 anos após, para os jogos olímpicos de Seul em 1988, o Comite Olimpico Internacional (COI) optou pela Lechner Division II, uma classe de windsurf com velas de 6,7m², prancha de 13 pés de bordas arredondadas e excelente performance de orça em condições de ventos fracos.

 

 

Na época o COI possuía duas opções: a Lechner Division II, fabricada na Austria e a Davidson, da Suécia. A razão para a escolha foi um mistério para a maioria, mas surgiu boatos de que a North Sails influenciou na decisão final.

A organização escolheu Pusan como palco para as regatas, mas o vento era tão forte no local que houveram muitos danos em equipamentos, resgates em diversas classes, resultando em muitos DNF’s e protestos.

Bruce Kendall, que ficou com o bronze em Los Angeles, conquistou a medalha de ouro na Coréia do Sul.

Para os Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, os organizadores mantiveram a classe Lechner, mas a modificaram trazendo a bolina central e pé de mastro um pouco para trás, e adicionaram uma grande vela 7,3m² com cambers e produzida pela NeilPryde.

 

 

Apesar das águas poluídas e falhas de equipamento, o windsurfe apresentou naquela oportunidade pela primeira vez suas primeiras medalhistas olímpicas. Barbara Kendall (irmã de Bruce) levou o ouro. Na competição masculina, a medalha foi para o francês Franck David.

Entre 1996 e 2004, o COI optou pela classe Mistral One Design (MOD), e a decisão deu ao windsurf olímpico um grande impulso como esporte universal.

 

 

Entretanto, em 1997 a Mistral promoveu alterações no equipamento olímpico para torna-lo mais durável e trouxe a produção de volta à Europa. Porém o fornecimento e qualidade dos equipamentos olímpicos nunca acompanharam a demanda, e a ISAF (Internacional Sailing Federation) solicitou uma alteração drástica e uma nova era no windsurfe olímpico.

A nova classe RS:X, desenvolvida pela Neilpryde, utiliza velas de 9,5m² (8,5m² para mulheres) e fornece um compromisso equilibrado entre as tradicionais Raceboards e as Formulas Windsurf.

O equipamento RS:X foi utilizado em Beijing 2008, Londres 2012 e Rio 2016.

 

 

 

Lista de medalhistas em Jogos Olímpicos categoria Windsurf:

 

Los Angeles 1984 (Windglider)

Masculino
Ouro: Stephan van den Berg (NED)
Prata: Scott Steele (USA)
Bronze: Bruce Kendall (NZL)

 

Seoul 1988 (Lechner Division II)

Masculino
Ouro: Bruce Kendall (NZL)
Prata: Jan Boersma (AHO)
Bronze: Mike Gebhardt (USA)

 

Barcelona 1992 (Lechner)

Masculino
Ouro: Franck David (FRA)
Prata: Mike Gebhardt (USA)
Bronze: Lars Kleppich (AUS)

Feminino
Ouro: Barbara Kendall (NZL)
Prata: Zhang Xiaodong (CHN)
Bronze: Dorien de Vries (NED)

 

Atlanta 1996 (Mistral One Design)

Masculino
Ouro: Nikolaos Kaklamanakis (GRE)
Prata: Carlos Espinola (ARG)
Bronze: Gal Fridman (ISR)

Feminino
Ouro: Lee Lai Shan (HKG)
Prata: Barbara Kendall (NZL)
Bronze: Alessandra Sensini (ITA)

 

Sydney 2000 (Mistral One Design)

Masculino
Ouro: Christoph Sieber (AUT)
Prata: Carlos Espinola (ARG)
Bronze: Aaron McIntosh (NZL)

Feminino
Ouro: Alessandra Sensini (ITA)
Prata: Amelie Lux (GER)
Bronze: Barbara Kendall (NZL)

 

Athens 2004 (Mistral One Design)

Masculino
Ouro: Gal Fridman (ISR)
Prata: Nikolaos Kaklamanakis (GRE)
Bronze: Nick Dempsey (GBR)

Feminino
Ouro: Faustine Merret (FRA)
Prata: Yin Jian (CHN)
Bronze: Alessandra Sensini (ITA)

 

Beijing 2008 (RS:X)

Masculino
Ouro: Tom Ashley (NZL)
Prata: Julien Bontemps (FRA)
Bronze: Shahar Tzuberi (ISR)

Feminino
Ouro: Yin Jian (CHN)
Prata: Alessandra Sensini (ITA)
Bronze: Bryony Shaw (GBR)

 

London 2012 (RS:X)

Masculino
Ouro: Dorian van Rijsselberghe (NED)
Prata: Nick Dempsey (GBR)
Bronze: Przemyslaw Miarczynski (POL)

Feminino
Ouro: Marina Alabau (ESP)
Prata: Tuuli Petäjä (FIN)
Bronze: Zofia Klepacka (POL)

 

Rio 2016 (RS:X)

Masculino
Ouro: Dorian van Rijsselberghe (NED)
Prata: Nick Dempsey (GBR)
Bronze: Pierre Le Coq (FRA)

Feminino
Ouro: Charline Picon (FRA)
Prata: Chen Peina (CHN)
Bronze: Stefania Elfutina (RUS)

 

Fonte: www.surfertoday.com/windsurfing/13461-the-history-of-olympic-windsurfing

 

Está na hora de incluirmos um nome brasileiro nesta lista.

 

Bons ventos a todos,

 

Carlos Jürgens

 

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