MASTRO TRAVADO – COMO SEPARAR

Publicado em 19/11/2015 00:00
MASTRO TRAVADO – COMO SEPARAR

 

MASTRO TRAVADO – COMO SEPARAR

 

Qual velejador de windsurf nunca presenciou (ou precisou fazer parte) na cena da foto de capa e abaixo? 3 ou mais amigos em cada lado puxando em direções opostas para soltar um mastro travado? E convenhamos, é a solução se você está justamente saindo do velejo e o travamento ocorreu naquela sessão. Na maior parte das vezes, com sorte e bastante esforço do grupo, é possível separar as duas metades, mas em outras não.

Como evitar este travamento já tratamos em matéria anterior, e uma simples fita adesiva (evite a silver tape – muito forte, pode danificar o carbono) sobrepondo a emenda a cada montagem evita com certeza mais da metade dos travamentos.

 

 

Mas vamos agora tratar dos travamentos de mastro que não soltam de jeito nenhum.

Pesquisei bastante o tema na internet e entre tantas soluções encontrei uma que me pareceu lógica e funcional. Mas precisava testar para não escrever besteira. E justamente no final de semana passado, conseguimos destravar o mastro do amigo Luís Fernando aqui do Windville Club.

Amarramos firmemente a metade mais grossa do mastro a uma estaca firme que existia no local. O próprio Luís mais um amigo ajudaram a segurar esta mesma metade mais grossa e eu sozinho atuei na metade mais fina. E juntos conseguimos soltar o mastro. Funcionou. Como? Leia a seguir.

 

Utilizando uma extensão, enrolei o cabo totalmente no mastro e finalizei com um nó do Porco ou Volta do Fiel. Não é necessário emendar o cabo como aparece na foto. Utilizei apenas o cabo da minha própria extensão.

 

 

A volta do Fiel e Volta do fiel Dupla são nós que servem para se fixar uma corda em um tronco. É muito usado por iatistas para atracar o barco com segurança, mas também é muito usado por escoteiros para começar amarras. É um nó bastante firme.

 

 

A alavanca formada pela força sendo aplicada na extremidade da extensão gera um momento muito superior ao de diversos velejadores segurando apenas nas mãos o mesmo mastro. Imagine um mastro com diametro medio 50mm. O raio será 25mm ou 2,5cm. Numa extensão de 50cm, a força aplicada a grosso modo será 20 vezes superior a segurar o mastro somente com as mãos, isto sem falar na diferença entre força de alavanca e atrito das mãos na opção normal. O segredo é girar. Apenas após ter destravado e iniciado a girar, é que será possível iniciar também a puxar para separar as metades.

Não esqueça porém (e no nosso teste não chegamos a fazer), que em casos extremos pode ser necessário fazer uma boa sessão de balanço do mastro para iniciar o destravamento. Duas pessoas, uma em cada extremidade do mastro iniciam um movimento sincronizado e harmônico de baixo para cima e vice-versa, de maneira a fazer o mastro fletir para cima e para baixo. Gire o mastro em 90° e repita a mesma operação, se possível 4 vezes, completando os 360° da circunferência total do mastro.

Caso você esteja sozinho, li a respeito de uma variação desta operação (mas não testei). Sentado numa cadeira, de preferencia num gramado para de certa forma cravar a base do mastro no solo, com os pés ajude na fixação da base do mastro e movimente o mastro segurando quase na altura de fixação da retranca, novamente em movimentos repetidos e harmônicos faça a ponta do mastro fletir. Repita a operação diversas vezes, sempre girando 90°.

Após feita esta operação, volte ao sistema com as extensões descrito acima. Uma variação que pensei, e se tiver material e amigos para ajudar, seria ao invés de amarrar uma metade do mastro a alguma árvore ou palanque, utilizar duas extensões. Uma em cada metade de mastro e aplicando forças em sentidos opostos. Tenho certeza de que funcionará.

 

 

Uma ultima recomendação: NÃO USE WD40 para tentar soltar as metades. Conforme informação encontrada, irá fundir permanentemente as metades. Não comprovei esta informação.

 

Bons ventos a todos,

 

Carlos Jürgens

  

Nota adicional: Quer saber mais sobre nós? Visite matéria neste site http://www.windville.com.br/noticia/119/no-de-marinheiro.html ou o site especializado no assunto http://www.guiadenos.com.br/.

  

 

 

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